O PRENSA é uma associação sem fins lucrativos, fundada por um grupo de amigos com um interesse em comum: as artes performativas. Desde a sua formação em Novembro de 1999 que o grupo teve a certeza que queria construir-se em palco. Por gosto. Por necessidade.

O primeiro projecto do PRENSA começou por ser a adaptação de um conto de Rui Zink, retirado do livro "Homens-Aranhas". O projecto acabou por ser adiado sine die e a primeira peça do grupo surgiu apenas em Novembro de 2000. Chamou-se Striptease e reuniu textos de humor negro. O espectáculo foi apresentado em Coimbra, Espinho e Porto. Entretanto, o grupo foi convidado a participar numa sessão de poesia promovida pelo Ateneu de Coimbra, em Abril de 2001, e ainda numa manifestação cultural, que reuniu várias colectividades de Coimbra, em Julho do mesmo ano. Em causa esteve a preservação do Teatro Sousa Bastos, bem como o alerta para a falta de espaços culturais na cidade.

A Pequena Bonnie marcou o segundo capítulo da história do grupo. Tratava-se de uma história cor-de-rosa, levemente adaptada de um livro da colecção "Harlequim". A peça procurou remeter para o universo da fotonovela e da chamada "literatura de cordel" e esteve em cena nos dias 15, 16 e 17 de Novembro de 2001 no Teatro-Estúdio do CITAC. Em Março, o PRENSA associou-se à Linha SOS-Estudante e preparou uma performance de Estátuas à entrada do Teatro Académico Gil Vicente.

De 11 a 15 de Abril de 2002, o PRENSA apresentou Adília na Livraria XM, em Coimbra. No espectáculo constituído por textos de Adília Lopes, o grupo pretendeu entrar no universo da poetisa, cuja escrita considera bastante singular no panorama literário português. Entre poesia, prosa e crónicas de jornal, o PRENSA procurou criar um espectáculo teatral longe do conceito de recital. Um mês mais tarde, dia 23 de Maio, surgiu um convite da Rádio Universidade de Coimbra para fazer a primeira parte do concerto de Mastretta no TAGV. Striptretta foi um regresso ao princípio, um novo olhar sobre Striptease.

Os textos que o grupo escolhe para construir os espectáculos não são de Shakespeare ou de Genet. Os textos de Striptease, A Pequena Bonnie e Adília não foram sequer feitos para serem representados. O trabalho do PRENSA pauta-se, por isso, pela capacidade em desafiar textos não convencionais e, acima de tudo, tirar o maior partido das (poucas) condições que tem.


Em 2003, o grupo apercebe-se de que já não é desconhecido. Três peças depois, o PRENSA já congrega um público fiel. Um público que o cumprimenta no final de cada espectáculo, um público que partilha a cumplicidade que se estabelece em tudo o que faz.